Apesar de vaga e frágil, a
consistência simbólica do atrevimento que envolve tantas vezes viagens embriagadas pela líbido, poderá ser tão ou mais singular que um aparente e vulgar absurdo,
sendo os seus contornos pacíficos como a partilha de uma paisagem, ainda que o
ambiente se deixe provocar mediante a luz do momento.
Conhecido que é o fascínio pelo
desconhecido, é encantadora a agitação e um certo burburinho em torno do embarque
pela imaginação, que possui a ágil capacidade de conquistar sorrisos quase
inocentes, quiçá pelo exercício livre
mas simultaneamente clandestino na sua essência.
O propósito transcendente, entre o demais implícito, crê no instante puro que se traduz no dialecto da imagem e dos seus recantos perversos de lugar nenhum.
Fotografar o nu.
Para a Jéssica.
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