Estou a
escrever-te
do meio do
quotidiano,
sem precisar
Dia, Mês ou Ano,
porque é eterno
como a História
o espelho da
consciência;
porque é eterna a
existência
do espelho da
memória.
Estou a
esconder-me
através da
sinceridade
e a revelar
o tempo, sem
vaidade.
Porque mais
frágil que um segredo
é a perda de um
Norte!
Porque a
composição do medo,
não tem base na
sorte.
E…
(R)
Não me quero ver
no fim
sentimentalmente
em pó,
por sorrir a girassóis
p’ra depois ficar
mais só.
Nem te quero ver
a ir
abraçada à razão
que desconhece o
existir
da sua própria
criação.
_
O pestanejar
de uma certa
ingenuidade,
é vício de
embriagar
instantes com
eternidade.
Porque é Humano
ser Humano
no jogo das
verdades…
e há momentos de
engano
que mais tarde
são saudade…
Mas…
(R)
Não me quero ver no fim
sentimentalmente em pó,
por sorrir a girassóis
p’ra depois ficar mais só.
Nem te quero ver a ir
abraçada à razão
que desconhece o existir
da sua própria criação.
_
Não me quero ver no fim
sentimentalmente em pó,
por sorrir a girassóis
p’ra depois ficar mais só.
Nem te quero ver a ir
abraçada à razão
que desconhece o existir
da sua própria criação.
_
"Gira Sol"
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