21.8.14


Estou a escrever-te
do meio do quotidiano,
sem precisar
Dia, Mês ou Ano,
porque é eterno como a História
o espelho da consciência;
porque é eterna a existência
do espelho da memória.

Estou a esconder-me
através da sinceridade
e a revelar
o tempo, sem vaidade.
Porque mais frágil que um segredo
é a perda de um Norte!
Porque a composição do medo,
não tem base na sorte.

E…
(R)
Não me quero ver no fim 
sentimentalmente em pó,
por sorrir a girassóis
p’ra depois ficar mais só.
Nem te quero ver a ir
abraçada à razão
que desconhece o existir
da sua própria criação.
_

O pestanejar
de uma certa ingenuidade,
é vício de embriagar
instantes com eternidade.
Porque é Humano ser Humano
no jogo das verdades…
e há momentos de engano
que mais tarde são saudade…

Mas…
(R)
Não me quero ver no fim 
sentimentalmente em pó,
por sorrir a girassóis
p’ra depois ficar mais só.
Nem te quero ver a ir
abraçada à razão
que desconhece o existir
da sua própria criação.
_

       "Gira Sol" 
(escrito para a Banda "Pele" e musicado pela mesma)

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