15.1.09

Então respondi:
- Lê, naquele silêncio que traduz, o grito de despertar que a nascente verte sobre a sabedoria sensorial.
Tu ecoaste a desilusão num gemido, como se repetisses a pergunta ou silabasses a minha resposta...ou mesmo, como se aguardasses uma única peça capaz de se adaptar ao propósito.
Eu não soube responder à rudeza dos meus tremores e fugi para as fendas do meu trajecto, mas tentado pela vontade de te mostrar num mapa de montanhas, que a peça que procuras não é mais que a aquela linha que define a altitude!

Aqui, a coragem de reconhecer os traços de um amor feroz, transforma cada inspiração num suspiro! E cada ilusão numa fonte!
Usei o silêncio. Peguei nas palavras e sufoquei-as. Elas estavam viciadas em sono e tragédias.

Depois voltei. Escrevi outras , isto porque creio na reinvenção das imagens e no perdão dos contrastes.



1 comentário:

Unknown disse...

como preciso de te ler para perceber que ainda não perdi o fio