Sem agilidade percorro a inércia da quietude.
Observo o movimento do despertador de sonhos,o mesmo que me faz chover sobre o alvorar da calçada.
Sacudidos os lençóis do tempo, para que o sono seja o mais neutro, repousa os traços do cansaço, até que o sol que sombreia o rosto acorde as expressões de um trilho. Surgem então os perfumes do espaço, cujo volume se ocupa de todos os sabores que o formam. Pela comprometedora serenidade de um simples olhar em redor, avançam passos que abraçam o cheiro da terra. No mapa da consciência, é evidente a magna virtude do acordar.
2 comentários:
viveria no vale entre dois dos teus dedos...seria feliz
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